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Geração X – Márcio de Souza
Porque somos chamados geração “X”?
Arrisco dizer que o “X” desta geração, denota a falta de objetivo, a ausência de uma bandeira pela qual lutar. As gerações anteriores tinham suas bandeiras erguidas e lutavam incessantemente por suas causas. A geração jovem de 60 lutava contra a ditadura, muitos foram expulsos do país, outros foram mortos e essa geração produziu seus “heróis” (Fernando Gabeira, Lula, José Dirceu, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque). A geração dos anos 70 também alcançou seus objetivos quando lutou pelo sexo livre, pela liberdade de exercer seu direito de ir e vir. A turma dos anos 80 lutou pela liberdade de expressão, fim da censura, pela abertura do mercado de trabalho para as mulheres e etc… E nós, lutamos por qual causa? Apoiados em que bandeira? Desde 1990, o jovem não batalha por nada e o pós-modernismo tem alcançado proporções tão grandes que colocou na nossa cabeça que não há necessidade de lutar, que tudo que tinha que ser conquistado já aconteceu e não há mais nada o que fazer. Nossa geração cruzou os braços e está esperando a morte chegar. Lutamos a procura de um lugar ao sol, o individualismo tomou conta de nós e agora é cada um por si.
Hoje a nossa oração é para que isso se reverta, mas precisa haver ação e estou convencido que só vamos deixar de ser a geração X através da unidade. Um esforço conjunto para que deixemos o individualismo focando o avanço na disseminação do estilo de vida chamado de cristianismo, para que nossa geração volte a produzir heróis da fé e deixe de ser chamada de “X” para ser chamada a “geração que anda com Deus”. Nesse dia, as injustiças sociais diminuirão, a hipocrisia vai ter que dar lugar a verdade e a nossa sociedade será impactada não por uma onda de “caras pintadas”, mas por uma comunidade alternativa que se chama pelo nome de Jesus!
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1.
priscilla galindo | julho 14, 2008 às 2:20 pm
Bravo!
Que o nosso estilo de vida seja realmente o CRISTIANISMO, e, não somento nossos padrões morais… e isso é coisa pra uma vida toda (só com Ele mesmo!!!).
Se cada um der um pouco que seja, ja começaremos a fazer diferença, e sair da nossa zona de conforte vai fazendo as coisas acontecerem. Digo um pouco, pq só pensamos em fazer algo se for extremamente mirabolante, então demoramos pra agir só bolando planos e mais planos, reuniões atrás de reuniões.
Vamo que Vamo
2.
Débora Barbosa Nunes | julho 26, 2008 às 3:59 pm
Acho que o jovem atual… que nasceu na década de 80-90 vive o comodismo ‘ideológico’ devido a frustação das gerações anteriores que buscaram preencher o vazio existencial com ideologias que no fim das contas não ‘vingaram’, não Revolucionaram como esperavam.
Nossos jovens, e eu me encluo nisso, vivem sim, o individualismo que foi instigado por uma geração que lutou em prol do coletivo de uma maneira errônea e que na verdade só se serviu para se registar na história.
Sou otimista quando olho para a nossa geração.
Acho que esses tempos de individualismo estão por acabar por que é mais fácil quebrar um conceito firmado individual do que de um grupo idelogicamente forte.
Vejo que a nossa geração está mais próxima de lutar pela ÚNICA CAUSA QUE VALE A PENA… O CRISTIANISMO no modo mais simples e original da palavra.
Desde que nós, geração eleita, façamos a nossa parte.
Ahhh… que a mudança comece em nós, como o pastor do Projeto falou ontem na Metodista…
3.
Pri Nepomuceno | novembro 10, 2009 às 1:36 pm
Recentemente li em algum lugar( não me lembro onde ) alguém ( tb não me lembro quem) dizer que nossa geração se estagnou. Parou na adolescência. Como se esse fosse o próprio estado da civilização. Jovens, homens e mulheres e até crianças com pensamentos e atitudes adolescentes de quem não sabe bem o que quer. Sobra inconstâncias, indecisões… Falta inocência para a infância, maturidade para a juventude. Há uma necessidade de auto-afirmação nas tribos urbanas onde pretendemos ser aceitos. Investir em si mesmo,sem ser vc mesmo. Ter e parecer ser está valendo mais que SER.
Concordo! Estamos sem uma causa coletiva. Ou melhor até temos muitas causas coletivas, mas estamos inconcientes delas.
Cristianismo como estilo de vida… é esse o caminho que procuro.